sexta-feira, 12 de junho de 2009

Os sete pecados capitais nos investimentos


1º PECADO CAPITAL NOS INVESTIMENTOS: Acreditar que você precisa prever o próximo passo do mercado para obter um excelente retomo.

Os investidores altamente bem-sucedidos não conseguem fazer previsões sobre o mercado melhor do que você e eu. Não acredite nisso apenas porque eu estou dizendo. Um mês antes da quebra do mercado de ações em outubro de 1987, George Soros apareceu na capa da revista Fortune declarando:
"A crescente valorização das ações [americanas], que superou de longe as
cotações básicas, não significa que elas deverão cair. Não é porque o mercado
está superavaliado que essa alta não seja sustentável. Se quiser saber
até que ponto as ações americanas poderão ser supervalorizadas, veja o
exemplo do Japão."

2º PECADO CAPITAL NOS INVESTIMENTOS: Acreditar em "guru": se eu não sou capaz de prever o mercado, há alguém em algum lugar capaz disso. Tudo o que preciso fazer é encontrar essa pessoa.

Se você realmente pudesse prever o futuro, espalharia seus prognósticos aos quatro cantos do planeta? Ou ficaria de boca fechada, abriria uma conta numa corretora de valores e ganharia montanhas de dinheiro?

3º PECADO CAPITAL NOS INVESTIMENTOS: Acreditar que é por meio de "informações
privilegiadas" que se consegue ganhar muito dinheiro.

Warren Buffett é o investidor mais rico do mundo. Sua fonte favorita de "dicas" de investimentos geralmente é obtida gratuitamente: relatórios anuais das empresas.
George Soros ganhou o título de "o homem que quebrou o Banco da Inglaterra" quando tomou uma bolada de dez bilhões de dólares emprestados por um dia, apostando contra a libra em 1992.
Mas não estava sozinho. Os sinais do iminente colapso da libra esterlina estavam claros para todos que fossem capazes de fazer a análise correta. Centenas, senão milhares, de outros operadores também ganharam muito dinheiro quando o preço da libra desabou. Mas somente Soros mergulhou de cabeça e embolsou dois bilhões de dólares de lucros.

4º PECADO CAPITAL NOS INVESTIMENTOS: Diversificar.

A incrível trajetória de Warren Buffett é conseqüência de sua habilidade de identificar um certo número de empresas formidáveis - e depois assumir posições majoritárias somente nessas organizações. De acordo com George Soros, o importante não é estar certo ou errado com relação ao mercado. O que importa é quanto dinheiro você ganha quando faz o negócio certo e quanto perde, caso erre feio. Soros e Buffett compartilham exatamente da mesma fonte de sucesso: um grande número de posições que produzem lucros astronômicos, maiores do que as perdas que teriam se diversificassem seus investimentos. A diversificação é exatamente o oposto: com participações minoritárias em diversas empresas, mesmo que uma delas gere lucros espetaculares, você não sentirá muita diferença em seu patrimônio total. Todos os investidores altamente bem-sucedidos dizem que os pássaros é que gostam de pular de galho em galho.

5º PECADO CAPITAL NOS INVESTIMENTOS: Acreditar que é necessário assumir
riscos muito altos para obter grandes lucros.
Como os empreendedores, os investidores de sucesso são extremamente avessos a riscos e fazem o possível para evitar negócios temerários e minimizar os prejuízos. Numa conferência sobre gestão há alguns anos, um acadêmico atrás do outro apresentou documentos sobre "a personalidade empreendedora". Suas opiniões não divergiam muito na maioria dos assuntos, com exceção do seguinte: os empreendedores têm alta tolerância aos riscos e, na verdade,
adoram o perigo.

6º PECADO CAPITAL NOS INVESTIMENTOS: Acreditar no "sistema": alguém, em algum lugar, desenvolveu um sistema - uma fórmula secreta que combina análises técnicas e fundamentais, negociações computadorizadas, triângulos de Gann e, quem sabe, astrologia - que garante a obtenção de lucros nos investimentos.

Esse pecado é conseqüência da crença no "guru". Se um investidor conseguir colocar as mãos no sistema de um guru, poderá ganhar tanto dinheiro quanto o guru afirma embolsar.

7º PECADO CAPITAL NOS INVESTIMENTOS: Acreditar que você sabe o que trará
o futuro - e ter certeza de que o mercado "inevitavelmente" Irá provar
que você está certo.
Esta convicção é um recurso comum entre as manias de investimento. Quase todo mundo concordou com Irving Fisher quando ele declarou que "as ações chegaram a um novo patamar permanentemente alto" poucas semanas antes da grande quebra da bolsa de valores de Nova
York, em 1929. Quando o ouro estava em alta nos anos 70, era fácil acreditar que a hiperinflação seria inevitável. Com os preços da Yahoo!, da Amazon.com, do eBay e de centenas de outras empresas "ponto.bomba" crescendo quase diariamente, era difícil argumentar contra o mantra "os lucros não importam" tão difundido em Wall Street nos anos 90. O sétimo pecado é um subproduto mais forte do primeiro pecado capital nos investimentos (você precisa prever o próximo passo do mercado) e traz conseqüências bem mais trágicas. O investidor que acredita que deve ser capaz de prever o futuro para ganhar dinheiro está à procura do método "correto" para fazer prognósticos. O investidor que cai na maldição do sétimo pecado capital nos investimentos pensa que já conhece as surpresas que o futuro trará. Desse modo, quando a mania chega ao fim, ele acaba perdendo a maior parte de seu capital, ficando, muitas vezes, somente com a roupa do corpo. De todos os sete pecados capitais aqui citados, entrar no mercado com uma convicção dogmática é a forma mais perigosa para a riqueza de qualquer
pessoa.

A oportunidade para o desenvolvimento de um mercado de capitais no Brasil

O Brasil vem passando por profundas transformações que, pela primeira vez, impõem a necessidade e, portanto, criam uma oportunidade para o florescimento de um mercado de capitais no país. Avança uma nova forma de organizar a produção, elevam-se a produtividade e a competição e, com isto, mudam as condições da oferta e demanda de produtos financeiros.

Do lado das empresas o novo paradigma produtivo impõe a necessidade de elevação de suas
bases de capital. A abertura as expõe a um mundo muito mais competitivo, no qual as necessidades de investimento são muito maiores e recorrentes. Além das necessidades de investimento impostas pelo novo paradigma, a estabilização e a retomada do crescimento da economia em geral também contribuem para a expansão das empresas que, sem os velhos mecanismos de financiamento, ficam mais receptíveis à abertura de capital. Com o fim da inflação, menores margens e o fim do crédito público subsidiado, as empresas brasileiras são obrigadas a procurar novas formas de obtenção de financiamento.

Dependentes de um mercado que até a pouco desprezavam, algumas empresas começam a
alterar sua mentalidade e postura. Já começam a surgir bons exemplos de empresas que com sucesso modificaram o tratamento dispensado ao mercado (governança) e tiveram retorno.
Reforçando este movimento, no novo paradigma surge um novo tipo de empresa, sem os vícios
das tradicionais, que já nasce olhando para o mercado de capitais como alternativa de financiamento e, conseqüentemente, se relacionando com este mercado de forma radicalmente diferente.

Do lado da demanda por papeis, vários processos indicam que não haverá obstáculos ao desenvolvimento do mercado, muito pelo contrário: 1) a inflação baixa permite mais transparência nos demonstrativos e facilita projeções; 2) a redução da demanda de recursos pelo governo sinaliza, pela primeira vez em muitos anos, o fim do crowding out permitindo uma queda das taxas de juros e, portanto, viabilizando a competitividade de aplicações no mercado de capitais; 3) a queda nas taxas de juros e a possibilidade da retomada do crescimento sustentado permitem a troca de parte das posições em renda fixa para variável, antecipando a inevitável alta no preço dos ativos reais que acompanha o processo de crescimento; 4) institucionalização da previdência complementar que, sem dúvida, significará uma grande ampliação do mercado de ativos financeiros; e 5) o processo de globalização e a abertura externa mudam radicalmente a dinâmica do mercado na medida em que grandes investidores demonstram crescente interesse em investir no Brasil.

Todos estes movimentos conformam um processo mais amplo. O tradicional preconceito em relação ao mercado de capitais no Brasil vem sendo substituído por uma visão mais moderna que valoriza sua importância como fonte de financiamento da economia e, conseqüentemente, vê no seu desenvolvimento condição sine qua non para a retomada do crescimento sustentado. Mais ainda, o fortalecimento do mercado de capitais é a forma mais eficiente de se evitar a desnacionalização da economia na medida em que permite o crescimento e a conseqüente valorização de nossas empresas.

A maior prova destes movimentos é a grande mudança que tem ocorrido na relação dos acionistas minoritários com as respectivas empresas. Nos últimos 6 meses vários casos de sucesso dos minoritários (Renner, Arno, Eternit, Bombril, Telesp) comprovam que as relações neste mercado têm evoluído. A compra de ações por grandes investidores está se tornando uma alternativa de estratégia de investimento que demanda acompanhamento e monitoração, contrariamente ao tradicional jogo especulativo baseado em manipulação e uso de informação privilegiada.

Causas da atrofia do mercado de capitais no Brasil

A fragilidade do mercado de capitais brasileiro não é recente. Nunca, na história do capitalismo
brasileiro, o mercado de capitais cumpriu um papel proeminente, alavancando recursos
para investimentos de alta intensidade de capital e longos prazos de maturação. Nem mesmo
após o PAEG que, reformulando toda a institucionalidade do sistema financeiro brasileiro entre
1964 e 1967, “teoricamente” criava as condições para o florescimento do mercado de capitais
no Brasil.

O mercado de capitais não se desenvolveu por falta de leis e instituições. Ele não se
desenvolveu porque em geral, graças ao fechamento da economia, os investimentos e,
consequentemente, as necessidades de financiamento das empresas eram limitadas e, portanto,
passíveis de serem atendidas pelos lucros retidos e créditos comerciais e oficiais.
Quando, em algumas situações específicas, como por exemplo nos anos do II PND, os
investimentos eram de maior vulto, as empresas tinham outras formas de financiamento
mais “fáceis” e baratas através de recursos governamentais subsidiados, principalmente
BNDES e fundos 157. Ou seja, o BNDES acabou contribuindo para dificultar o desenvolvimento
de um mercado de capitais na medida em que era (e ainda é) uma excelente alternativa
de recursos mais baratos.

Além da reduzida necessidade de recursos, as empresas não tinham interesse em abrir o
capital visto que a abertura implica perda de raios de manobra na gestão. A obrigatoriedade
de publicar balanços dificulta a utilização de mecanismos de informalidade na gestão das
empresas abertas (caixa dois) tornando-as, algumas vezes, menos competitivas que as empresas
fechadas. Mais ainda, a estrutura familiar das empresas brasileiras, referendada pelos
mecanismos de captação de recursos existentes, criou uma cultura “avessa” à abertura de
capital.

Completando o quadro, a lei das Sociedade Anônimas, ao influenciar a distribuição de
valor entre o investidor, o administrador e o controlador, maximizando o deste último, é o
que, junto com o crédito subsidiado, produzia empresários ricos, empresas com base de
capital pequena e desinteresse dos investidores.

Os fatores acima mencionados contribuíram decisivamente para a reprodução do dilema
“o ovo ou a galinha”: a falta de densidade no mercado de capitais era impeditiva à formação
da liquidez necessária e, em um verdadeiro ciclo vicioso, a falta de liquidez inviabilizava
o crescimento do mercado e, consequentemente, a sua densidade.

Com a crise dos anos 80 a fragilidade do mercado de capitais brasileiro acentuou-se na
medida em que a redução ainda maior nas taxas de investimento minou a exígua indução à
abertura de capitais existente e magnificou a dependência das empresas estatais. Embora
mais sofisticado pela introdução de mecanismos modernos como opções e futuros, o cenário
ficou propício ao surgimento de mega especuladores e à concentração das transações
em torno de poucas empresas com grandes quantidades de ações. Esta situação perdurou
até 1989, terminando com o fim abrupto das operações conhecidas como “D Zero”, que
levou à quebra de um dos maiores especuladores do mercado.

ANALISE TECNICA E FUNDAMENTAL

O que é Forex ?

Forex (Foreing Exchange) é o nome dado ao “acesso direto” ao negócios de moedas estrangeiras. Com uma média diária de $1.4 trilhões de dólares, isto mesmo, trilhões. Forex é 46 vezes maior que todos outros negócios juntos, e por esta razão, é o negocio mundial com maior liquidez.No passado, negociar forex estava limitado aos bancos e outras instituições de negocios. Mas em poucos anos, a inovação tecnológica e o desenvolvimento de negócios online e plataformas, permitiu pequenos investidores tirar vantagem do significante benefício de negocias moedas estrangeiras com forex.

Vendendo e Comprando

No forex, os preços são relacioados em Pares de moedas (EURO – DOLAR, DOLAR - YEN, etc), por exemplo, se você escolher comprar (buy) euro no par EURO – DOLAR (EURUSD), você deve esperar que o EURO suba de cotação em relação ao dólar para obter lucro, se acaso o Dólar subir em relação ao euro, você terá prejuízo, e vai precisar a cotação inverter para obter o lucro. Mas você pode comprar Dólar no par EURO – DOLAR (EURUSD), para isto basta vender euro neste par (Sell), então estará comprando dolar automaticamente, se vender EURO, é compra do outro par; se por exemplo estiver negociando com o par EURO JPY (euro yen ), e quiser comprar yen (jpy), deverá vender euro no par EURO JPY, e esperar que o yen suba em relação ao EURO, é assim que se faz lucro, após comprar você deverá esperar para realizar o lucro, paciência é fundamental.

Determine um planejamento de seus lucros

Planeje seu lucro sem emoção, considerando a perda, lembre-se que em forex, sucesso é ganhar mais que perder, perdas existirão, mas elas devem representar com sucesso 30% dos casos, e são normais. Nunca faça operação na duvida, no caso de duvida, espere e não faça nada.

Não seja emotivo

Dois pontos grande no negocio forex: Medo e temor. Não deixe o medo ou temor influenciar seus negócios. Negociar é um processo mecânico, e não emocional. Como disse o Dr. Alexander Elder em seu livro “Trading for A Living”, se você sentar ao lado de um negociador fórex de sucesso, e observar como ele negocia forex, você não vai perceber nunca quando ele ganha ou perde dinheiro, porque para ele é quase a mesma coisa, ele não esboça emoção ou excessos, e conserva emoção estável ! lembre-se ! nunca negocie sob forte emoção.

Comentários sobre análise técnica

Análise técnica é o meio pelo qual se tenta prever o destino do gráfico forex, ele não se move ao acaso e segue regras básicas que se forem entendidas, trazem lucro para o investidor, a regra mais simples são as repetições do ciclo, ou seja, um gráfico sobre até um preço, ele pode descer, no entanto mais tarde, 1 minuto, 1 hora, 1 semana ou 1 mês depois ele tende a voltar para o mesmo ponto, sempre em ciclos de repetição, nem sempre precisos, mas extremamente próximos.

"O G8 morreu", afirma Celso Amorim em Paris


O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou nesta sexta-feira que o G8, o grupo que reúne os sete países mais industrializados do mundo e mais a Rússia, "morreu". "O G8 morreu. Não representa mais nada", disse Amorim, após um evento no Instituto de Estudos Políticos de Paris. "Eu não sei como vai ser o enterro, às vezes o enterro ocorre lentamente."
"Hoje, por qualquer critério, economias como China, Brasil e Índia são economias importantes, que têm um efeito na economia mundial maior do que muitos outros que estão no G8", salientou.
"Essas economias (do G8) continuarão a ser importantes, mas elas não podem substituir a imprescindível presença de países como a China, o Brasil, a Índia, e mesmo a África também tem de ser representada."


Bric O ministro acompanhará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na semana que vem na primeira cúpula dos Bric - grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia e China - na cidade russa de Ecaterimburgo, nos montes Urais.


Segundo ele, os países estabelecerão uma coordenação econômica mas também tratarão de outros temas na agenda internacional.


Amorim argumentou que o mundo está "entrando em um período de 'governança variável'", no qual "países como China, Brasil e Índia têm de estar em todos os temas".
As principais discussões sobre o combate à crise econômica global têm ocorrido entre os países do G20, grupo formado pelas 20 maiores economias do mundo. Em abril, Londres sediou uma reunião de cúpula do G20 para discutir a crise.


Um grupo de cinco países em desenvolvimento - Brasil, China, Índia, África do Sul e México -, também chamado de G5, participa há alguns anos como convidado de parte das reuniões anuais de cúpula do G8, mas pedem mais voz nas discussões.


Amorim reconheceu que pode haver "confusão" em relação aos diversos grupos de países formados atualmente, mas disse que o importante é que a profusão de grupos reflita uma ordem mundial mais plural e equitativa.


"Hoje tem o G8 + 5, que talvez se transforme no G8 + 6, de repente se transforma em G8 +12 e vira outro G20... o fato é que quando falamos G8 mais outros países, se fala de um grupo de países que são um núcleo e um grupo de países convidados. Eu acho que isso também é algo que tem de ser superado", opinou.


Para o ministro, ao reunir tanto as principais economias avançadas quanto as emergentes, o G20 "é um modelo melhor."


Amorim falou à imprensa após um evento no Instituto de Estudos Políticos de Paris, que comemorou os dez anos do Mercosul e que contou também com a presença do diretor-geral da OMC, Pascal Lamy.

Black Rock compra divisão do banco Barclays por US$ 13,5 bilhões

A empresa de investimentos BlackRock anunciou a compra da Barclays Global Investors, divisão do banco britânico Barclays, criando a maior gestora de recursos do mundo, em um acordo de US$ 13,5 bilhões que fortalece o capital do Barclays.

O negócio em dinheiro e ações deixará o Barclays com uma participação de 19,9% e com dois lugares no conselho do novo grupo, batizado de BlackRock Global Investors.

O Barclays, segundo maior banco da Inglaterra, disse que o ganho líquido de US$ 8,8 bilhões na operação será usado para melhorar sua estrutura de capital.

A BlackRock está pagando US$ 6,6 bilhões em dinheiro e o restante em ações. Para ajudar a financiar a parte em dinheiro, a empresa está levantando US$ 2,8 bilhões por meio da venda de 19,9 milhões de ações a um grupo não revelado de investidores institucionais, que segundo fontes devem incluir fundos soberanos do Oriente Médio.

A Barclays Global Investors administra US$ 1,5 trilhão em fundos, cifra que será somada aos ativos de US$ 2,8 trilhões sob gestão da BlackRock, deixando a empresa com o dobro do dinheiro administrado de sua rival mais próxima, a State Street.

Standard & Poor's reduz nota da Petrobras, mas mantém grau de investimento

A agência de classificação de risco Standard & Poor's reduziu nesta quarta-feira o rating da Petrobras de "BBB" para "BBB-", o que a mantém na faixa do grau de investimento.

O relatório da agência aponta para indicadores financeiros apertados no médio prazo, "visto que consideramos o expressivo montante de investimentos da empresa para os próximos cinco anos e incorporamos nossas estimativas de longo prazo para os preços do petróleo no mercado internacional, e a queda nos preços do diesel e da gasolina no mercado interno".

"O alto volume de US$ 174,4 bilhões a ser investido nestes cinco anos, em um cenário de preços mais baixos para o petróleo nos mercados internacional e doméstico no longo prazo, deverá resultar em um fluxo de caixa operacional livre negativo bastante elevado durante este período, demandando grandes esforços de financiamento", disse a agência em relatório.

"Nossas projeções indicam que se a Petrobras implementar suas metas de investimentos de acordo com o cronograma divulgado, poderemos esperar índices mais fracos de proteção do fluxo de caixa, como geração interna de caixa sobre dívida total em torno de 25% até 2011 em relação ao patamar atual de 60%", acrescentou a S&P.

A agência ressaltou, no entanto, que vê "como favoráveis as perspectivas de negócios da Petrobras". "Os investimentos da empresa resultam em sua maior parte das excelentes perspectivas de produção de sua atual carteira de projetos e também das descobertas de petróleo na camada pré-sal".

Comércio elogia corte de juros e defende crédito mais barato

As entidades que representam o comércio no Rio e em São Paulo elogiaram a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) de reduzir a taxa básica de juros em 1 ponto percentual, para 9,25% ao ano. elas defenderam também a expansão e o barateamento do crédito ao consumidor.

A Fecomercio-SP (Federação do Comércio de São Paulo) afirmou que a redução está no caminho certo. Para a entidade, o governo deve atuar agora em duas linhas de frente: continuar baixando a taxa Selic e criar oportunidades para que os juros para o consumidor também baixem.
"A Federação acredita que existe muito espaço para reduzir o 'spread' e consequentemente os juros ao consumidor final, que no primeiro trimestre deste ano estava em média para pessoa jurídica 30% e para pessoa física 53%, sendo que o 'spread' corresponde a cerca de 70% dessas taxas", afirmou.

"Há espaço para uma redução de pelo menos 25% no spread cobrado atualmente, bastante factível de se conseguir, se houver empenho conjunto de bancos e governo. O compulsório poderia ser reduzido bem como os impostos incidentes sobre as operações financeiras. Do lado dos bancos, há condições para aliviar os custos administrativos e a taxa de risco projetada em ambiente de crise que, no momento, poderia ser revista", afirmou Abram Szajman, presidente da Fecomercio.

O presidente da Fecomércio-RJ, Orlando Diniz, afirmou que a decisão fortalece a luta do empresariado pela redução do custo do crédito.

"O consumo tem sido o amortecedor dos efeitos negativos da crise internacional. Com esta decisão, o Banco Central fortalece a luta das empresas pela redução do custo do crédito e contribui para os investimentos necessários ao aproveitamento desse potencial", afirmou.
"De acordo com dados obtidos pelo site Qualicred, da Fecomércio-RJ, os juros médios para capital de giro dos cinco maiores bancos do país no final de maio era cerca de 29% ao ano, o que representa um valor três vezes maior que a taxa básica anual", complementou.
Já Alencar Burti, presidente da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), afirmou que "como de costume, o Banco Central tem dado demonstrações de grande responsabilidade e acerto em suas decisões."

"A decisão do Copom superou as expectativas do mercado e vai forçar uma redução das taxas de juros para todos os segmentos da economia", disse ainda.

Para o presidente da ACSP, é preciso agora que o governo e o sistema financeiro estudem formas de reduzir os "spreads" bancários no país. "E um dos instrumentos mais importantes agora seria a aprovação do cadastro positivo, que ajudaria a reduzir substancialmente os spreads e melhorar a oferta de crédito para empresas e consumidores", afirmou Alencar Burti.

Vale faz acordo e reduz preço do minério de ferro na Ásia

A Vale anunciou nesta quarta-feira (10) que fechou acordo com as siderúrgicas do Japão e da Coréia do Sul para redução de preços de referência do minério de ferro produzido pela empresa.

A Vale, maior produtora da commodity no mundo, acertou queda de 28,8% no preço do minério de ferro fino e de 44,47% no preço do granulado. O preço de pelotas de alto forno caiu 48,3% em relação ao praticado em 2008.

O acordo foi acertado com japonesa Nippon Steel e a sul-coreana Posco e também com as siderúrgicas do Japão Sumitomo Metal Industries, Kobe Steel e Nisshin Steel.

Com isso, os novos preços de referência para 2009, em tonelada métrica seca, são de US$ 0,8543 por unidade de ferro para o minério de ferro fino do Sistema Sudeste, US$ 0,8987 para o fino de Carajás (SFCJ), US$ 0,9942 para o granulado do Sistema Sudeste e 1,0094 dólar para o granulado do Sistema Sul, informa a Vale. O preço da pelota, também em tonelada métrica seca, passou a US$ 1,1043.

Os primeiros acordos de preços de minério de ferro deste ano com siderúrgicas japonesas e sul-coreanas foram acertados pela mineradora australiana Rio Tinto, de reduções de cerca de 33%.

Mais cedo, a publicação chinesa Beijing News, informou que a Vale fechou acordos de fornecimento de minério com 38 pequenas siderúrgicas da China, para volume de mais de 50 milhões de toneladas este ano.

Brasil emprestará US$ 10 bi ao FMI e passará a ser credor da instituição

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou nesta quarta-feira (10) que o Brasil emprestará US$ 10 bilhões ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e, com isso, passará a ser credor da instituição de crédito internacional pela primeira vez. Os financiamentos ao FMI serão feitos por meio da compra de bônus (uma forma de título) do Fundo, informou Mantega.

(A primeira versão desta reportagem informava que o Brasil não era credor do FMI desde 1982, informação passada pelo próprio ministro Guido Mantega em abril deste ano. O Ministério da Fazenda esclareceu nesta quarta que essa é, na realidade, a primeira vez que o Brasil está emprestando recursos ao FMI. Antes de 1982, o país figurava na lista de possíveis credores, mas não tinha desembolsado recursos ao Fundo).

Ajuda à comunidade internacional
De acordo com Mantega, os recursos serão emprestados pelo FMI a outros países em desenvolvimento com "escassez de capital". "É a primeira vez que isso acontece no caso brasileiro. O Brasil está encontrando as condições de solidez para emprestar recursos ao FMI. No passado, era o contrário: o FMI que socorria o Brasil quando era um país menos sólido. Agora, o Brasil acumulou as reservas para ajudar a comunidade internacional", disse o ministro.

Aplicação das reservas
Segundo o ministro da Fazenda, a operação será realizada assim que o FMI concluir o formato de emissão dos novos bônus que serão emitidos. "Assim que o FMI terminar essses bônus, faremos esse aporte de US$ 10 bilhões. Na realidade, é uma aplicação que o Brasil está fazendo com parte das reservas", disse Mantega. De acordo com ele, as aplicações no FMI não terão impacto nas reservas internacionais, que continuarão sendo contabilizados como uma "disponbilidade de recursos".

Rendimento
Mantega não informou qual o rendimento que o Fundo Monetário Internacional oferecerá pelos bônus. "Não vamos esperar um grande rendimento, se não o FMI teria de repassar a um custo mais elevado aos países que precisam", disse o ministro. Segundo ele, o Banco Central efetuará o resgate de parte das aplicações das reservas internacionais (que estão acima de US$ 200 bilhões aplicadas em títulos de outros países) para fazer o aporte ao FMI.

Mobilização de recursos
O Ministério da Fazenda informou que a contribuição do governo brasileiro para o FMI faz parte de um "esforço" para a mobilização de recursos para o FMI atender a outros países em dificuldades. Além do Brasil, a China comprará US$ 50 bilhões neste tipo de novo bônus, e a Rússia outros US$ 10 bilhões. A necessidade de captação de recursos por parte do FMI, de acordo com o Ministério da Fazenda, é de US$ 500 bilhões. em relação aos níveis anteiores à crise financeira. O governo lembra que essa foi uma das concordâncias da cúpula do G-20 de Londres, realizada no início de abril.

VisaNet quer levantar até R$ 9,7 bilhões com abertura de capital

A VisaNet, maior processadora de cartões de crédito do país, pretende levantar até R$ 9,7 bilhões com sua abertura de capital na Bolsa de Valores, prevista para este mês.
Se confirmada, será a maior operação já feita no país e a primeira após a quebra do banco Lehman Brothers, em meados de setembro. Até então, o maior IPO (oferta pública inicial de ações) foi da petrolífera OGX, do empresário Eike Batista, que levantou R$ 6,7 bilhões na Bolsa.
No ano passado, a VisaNet teve de abortar sua ideia de abrir o capital por conta da crise. A empresa deu entrada formal no processo na CVM (Comissão de Valores Mobiliários) no dia 1º de setembro de 2008. Após 64 aberturas de capital em 2007, a Bovespa só teve 4 operações no ano passado.

Administradora de cartões da bandeira Visa no país, a VisaNet comunicou ontem a faixa de preço de R$ 12 a R$ 15, em que pretende vender seus papéis. A empresa tem como acionistas o Bradesco (40% do capital), o Banco do Brasil (32%) e o Santander (15%).

Estrangeiros
A expectativa é que os investidores estrangeiros fiquem com até 80% da oferta. Segundo a empresa, a captação mínima será de R$ 5,732 bilhões. Sem a oferta suplementar de ações, a empresa deverá levantar até R$ 7,2 bilhões.

A previsão é que os papéis da VisaNet comecem a ser negociados no Novo Mercado da BM&F Bovespa no dia 29. Pelo cronograma, o período de reserva vai de 17 a 24 deste mês, sendo que o preço será fixado no dia 25.

Segundo a empresa, os investidores pessoa física deverão ficar com entre 10% e 20% das ações, sendo que o investimento mínimo será de R$ 3.000, e o máximo, de R$ 300 mil. A VisaNet reservou ainda 5% dos papéis para seus funcionários.

Agência de energia aponta alta do consumo de petróleo

A IEA (Agência Internacional de Energia, na sigla em inglês) revisou levemente para cima sua previsão de consumo mundial de petróleo para este ano, devido a uma maior demanda das petroquímicas, mas afirmou que pode ser um movimento pontual e que ainda não há evidências de recuperação.

Em seu relatório mensal publicado nesta quinta-feira, a IEA atribuiu a recente alta do preço do barril de petróleo essencialmente à percepção nos mercados de que há sinais de uma recuperação da economia mundial, mas também considerou a ocorrência de movimentos especulativos.

A conclusão deriva de que a escalada de mais de 20% do preço do barril entre maio e o início de junho, até superar a barreira dos US$ 70, "parece difícil de justificar só" pelos fatores do mercado.

A agência, que reúne os principais países consumidores de energia que pertencem à OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), calcula que a demanda mundial de petróleo será este ano de 83,3 milhões de barris diários, uma queda de 2,9% a respeito de 2008, mas também 120 mil barris a mais do que estimava há um mês.
Essa correção para cima se deve às novas perspectivas de consumo nos 30 países da OCDE, que, de acordo com os dados da agência, absorverão 45,2 milhões de barris diários em 2009, o que, em qualquer caso, representa uma queda de 4,9% a respeito do ano anterior.

Os autores do estudo justificaram esses 120 mil barris suplementares basicamente com uma demanda superior à antecipada na atividade petroquímica, e alertaram que isso pode ser devido apenas a que esta indústria procedeu um aumento de suas reservas. Ele enfatizaram, no entanto, que nos países desenvolvidos o consumo de combustíveis para o transporte "continua sendo muito fraco", o que sugere que, nesses setores, não há sinais de inflexão.

No resto do mundo, apesar de os dados de abril indicarem uma pequena alta da demanda na África e na Ásia, esse efeito foi cancelado pela queda no Oriente Médio.

Sobre a produção mundial, em maio, voltou a cair em 220 mil barris diários, para 83,7 milhões --3,2 milhões a menos que um ano antes--, e considerando que a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) aumentou sua contribuição em 160 mil barris diários.

A IEA revisou para cima as estimativas sobre contribuição dos países de fora da Opep, em 170 mil barris, para 50,5 milhões de barris diários este ano --100 mil a menos que em 2008--, por um aumento das expectativas do petróleo que chegará de novos poços na Rússia, da Colômbia, e por uma queda menos pronunciada nas plataformas do Mar do Norte.

Os responsáveis do relatório preveem que a demanda dirigida ao cartel petrolífero, após ter diminuído até 27,3 milhões de barris diários no segundo trimestre, subirá a 27,9 milhões no terceiro, antes de moderar para 27,4 milhões no quarto trimestre.

As reservas industriais de petróleo nos países da OCDE aumentaram em 10,4 milhões de barris em abril, para 2,753 bilhões de barris, 7,5% a mais que as existentes na mesma data do ano passado, e cobriam 62 dias de consumo. Além disso, os dados preliminares de maio indicam um novo aumento de 30,5 milhões.

A IEA afirmou que uma alta do preço do petróleo, se for sintomática de uma recuperação econômica gradual, "em si mesmo não é ruim", já que permite investir mais dinheiro na prospecção de novos poços.

Mas, ao mesmo tempo, advertiu contra a ideia de manter um novo preço ideal, já evocada pela Opep, porque 'um consenso arbitrário e inflexível' pode afetar a própria recuperação.

Brasil terá centro para álcool de celulose

O Brasil deve iniciar neste ano um esforço para não perder a corrida dos biocombustíveis do futuro. Em setembro, começa a funcionar em Campinas (interior paulista) o Centro de Ciência e Tecnologia do Bioetanol, um instituto dedicado a pesquisar formas de obter o máximo de energia da celulose das plantas.

A corrida pelo álcool de segunda geração vem sendo liderada pelos EUA, que investem maciçamente nessa linha de pesquisa. O objetivo é tornar o álcool de celulose comercialmente viável num prazo curto --menos de dez anos.

Isso permitirá transformar em combustível matérias-primas que hoje vão para o lixo, como a palha de cana, ou, no caso americano, um capim chamado "switchgrass" e também a palha do milho.

O investimento inicial do MCT (Ministério da Ciência e Tecnologia) no projeto brasileiro é de R$ 69 milhões. Para comparação, os Estados Unidos vão investir US$ 1 bilhão em nove refinarias do tipo, entre 2008 e 2013.

Para 2010 em diante, ano de mudança dos governos federal e estadual, não existe um orçamento definido. Não é a primeira vez que que se anuncia um centro nestes moldes no Brasil.
O Brasil hoje, como os demais países, usa comercialmente a chamada tecnologia de primeira geração de etanol. A sacarose da cana é fermentada para então dar forma ao álcool.
Daqui em diante, entretanto, cientistas e empresas pensam no desenvolvimento da chamada segunda geração.

Seu desenvolvimento envolve quebrar a parede celular da cana-de-açúcar, composta de celulose e potencialmente rica em energia. O problema é que a celulose não fermenta, e sua quebra precisa ser feita por meio de enzimas ou solventes. Até hoje não se conseguiu fazer isso em escala comercial, mas o prêmio para quem conseguir é grande.
"Pelos nossos cálculos, é possível ter um ganho de produção na mesma área plantada de cana da ordem de 40%", afirma o botânico Marcos Buckeridge, da USP, recém-escolhido diretor científico do CTBE.

O grande ícone do novo centro, entretanto, deve começar a ser testado em janeiro. "Teremos uma planta piloto totalmente voltada para a segunda geração", diz Buckeridge.
O time de cientistas do CTBE terá 42 pessoas. Parte do grupo terá o desafio de quebrar a parede celular sem o uso de solventes caros e sem a produção colateral de muitos resíduos.
Em três ou quatro anos, calcula Buckeridge, esse campo de pesquisa deve começar a render frutos. Resta saber se no Brasil, nos EUA ou na Europa.

Varejo suspende compra de carne de áreas desmatadas na Amazônia

Pão de Açúcar, Carrefour e Wal-Mart suspenderam a compra de carnes de 11 frigoríficos apontados pelo MPF (Ministério Público Federal) do Pará como comercializadores de gado criado em área de devastação da Amazônia. Segundo reportagem de Cristiane Barbieri na Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal), entre os suspeitos estão alguns dos maiores frigoríficos do país, como Bertin e Minerva.

Os supermercados resolveram tomar a atitude em conjunto, após a denúncia do Ministério Público Federal e da ONG Greenpeace. Segundo as redes varejistas, a iniciativa inclui a notificação dos frigoríficos, a suspensão de compras das fazendas denunciadas e exigências de guias de trânsito animal anexadas às notas fiscais dos frigoríficos.

Estão ainda na lista das notificações do MPF processadores de alimentos, como Sadia e Perdigão, e fabricantes de calçados, como a Vulcabras.

No início do mês, a Promotoria ajuizou 21 ações civis públicas pedindo indenização de R$ 2,1 bilhões de pecuaristas e frigoríficos que comercializaram animais criados em fazendas desmatadas ilegalmente. Após isso, foram enviadas notificações a 69 empresas que compram insumos dessas áreas da região amazônica.

Americanos perdem US$ 1 trilhão no 1º tri

Os americanos ficaram US$ 1,33 trilhão mais pobres no primeiro trimestre deste ano, de acordo com dados divulgados ontem pelo Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA). O valor equivale a cerca de um décimo de tudo o que os EUA produzem em um ano.

O patrimônio dos americanos somou US$ 50,4 trilhões de janeiro a março. O resultado representa uma queda de 2,6% em relação ao final do ano passado e é também o patamar mais baixo desde o quarto trimestre de 2004. O patrimônio representa a diferença entre o valor dos ativos e dos compromissos financeiros das famílias, como hipotecas e dívidas de cartões de crédito.

O empobrecimento dos americanos neste começo de ano está diretamente relacionado à piora do mercado de ações e do mercado imobiliário, consideradas as duas principais formas de poupança das famílias nos Estados Unidos.

De janeiro a março, os preços das ações caíram 5,8% em relação ao quarto trimestre do ano passado. Já o preço dos imóveis caiu 2,4% no período.

Apesar do resultado negativo, os dados mostram que o ritmo de deterioração do patrimônio já foi mais acentuado. No quarto trimestre do ano passado, a queda chegou a 8,6% na comparação com o trimestre imediatamente anterior.

Outro fator de destaque no relatório do Fed é a queda, pelo segundo trimestre consecutivo, do total de compromissos financeiros. De janeiro a março, eles somaram US$ 14,1 trilhões, 0,8% menores do que no final do ano passado.

Dívidas
Os dados indicam que os consumidores estão menos propensos a contrair dívidas em cenário de crise. As dívidas com hipotecas tiveram crescimento zero no primeiro trimestre.
"Ainda não está claro se as pessoas estão priorizando o pagamento de dívidas ou se estão sendo obrigadas a isso por conta das medidas tomadas pelos credores", afirmou à Folha Christopher Low, economista-chefe da FTN Financial.

Diante da perspectiva de aumento do desemprego nos próximos meses e de empobrecimento com a queda no patrimônio, a capacidade de recuperação do consumo é apontada como fator determinante para definir os rumos da economia americana.

"A recuperação ainda está em marcha, mas ela não pode depender apenas do governo. O governo não pode segurar a economia para sempre. Temos de torcer para que os consumidores consigam quitar dívidas e voltar a consumir para impulsionar a economia", afirma o economista da FTN.

Segundo o presidente do Fed, Ben Bernanke, caso os consumidores continuem a comprar, ainda que em ritmo mais brando, a recessão provavelmente acabará neste ano. Caso eles cortem gastos de forma mais expressiva, a recuperação pode demorar mais a chegar. Os gastos dos consumidores representam cerca de 70% da economia americana.

Recuperação
Alguns indicadores econômicos divulgados ontem apontam sinais de recuperação. As vendas no varejo cresceram 0,5% em maio, após três meses de queda, de acordo com o Departamento de Comércio.

O resultado foi impulsionado pelas vendas de gasolina e de materiais de construção. As vendas do combustível registraram alta de 3,6% em maio, e as de material de construção subiram 1,3%, o maior ganho desde abril do ano passado.

Economistas ainda avaliam os resultados com cautela por conta da influência do aumento dos preços da gasolina nos resultados.

No mercado de trabalho, houve queda no número de pedidos de seguro-desemprego. O total de novos pedidos caiu em 24 mil e ficou em 601 mil na semana encerrada no dia 6 de junho, o menor patamar desde o final de janeiro.

Pão de Açúcar quer criar mais 2 empresas

Além da incorporação do Ponto Frio, cuja aquisição foi anunciada na segunda-feira, o grupo Pão de Açúcar vive uma série de mudanças estruturais, com o objetivo de dobrar de tamanho em quatro anos e atingir R$ 40 bilhões de receita bruta até 2012. Entre elas, está a criação de uma empresa que abrigará os ativos imobiliários do grupo e a possibilidade do surgimento de outra companhia para comércio eletrônico.

O GPA Malls & Properties, a área imobiliária, começa a funcionar no próximo mês como uma estrutura independente do varejo. A nova empresa terá patrimônio líquido superior a R$ 2 bilhões, mais de cem imóveis próprios e, apenas com aluguel de 3.500 lojas nos hipermercados, receita anual de R$ 70 milhões.

O potencial de geração de caixa, no entanto, é muito maior, uma vez que deverão ser cobrados de aluguel 2% sobre o faturamento de cada loja que pertença ao próprio grupo. Também há projetos como novos prédios em terrenos que hoje abrigam lojas.

"O desempenho da área de varejo poderá ser acompanhado de maneira mais clara", diz Caio Mattar, vice-presidente.

Segundo Mattar, existe a hipótese de a empresa, futuramente, vir a ganhar vida própria e ter seu capital aberto na Bolsa. "As fontes de financiamento para a área imobiliária são mais viáveis do que para o varejo", diz Mattar.

Outra área que pode seguir o mesmo caminho é a de comércio eletrônico. Ponto Frio.com e Extra.com deverão, somados, faturar R$ 1 bilhão em 2009. Apesar de Claudio Galeazzi, presidente do grupo, ressaltar que uma nova empresa ainda está no âmbito das ideias, Mattar diz que está sendo feito um profundo estudo sobre a B2W.

Para este ano, a rede espera crescer 10%, superando R$ 23 bilhões em vendas brutas. Com o Ponto Frio e sua expectativa de alta nas vendas, o valor deve chegar a R$ 28,5 bilhões.

GM confirma venda da marca Hummer a empresa chinesa


A General Motors confirmou que chegou a um acordo provisório com a empresa chinesa Sichuan Tengzhong Heavy Industrial Machinery para a venda da marca de carros Hummer.
Em comunicado, a General Motors disse que segundo o acordo, a Tengzhong "comprará os direitos" da marca Hummer e "assumirá os acordos existentes" sobre a rede de concessionárias da marca.


A empresa também disse que como parte do acordo, o novo proprietário contratará a GM para a montagem e fornecimento de autopeças.


A Sichuan Tenghong Heavy Industrial Machinery é uma empresa que se dedica à produção de equipamentos para a construção de estradas.


Caso confirmada a operação --o que deve acontecer no terceiro trimestre--, seria a primeira vez que uma empresa chinesa adquire uma marca de automóveis americana.


A General Motors disse anteriormente que o acordo permitirá salvar três mil postos de trabalho nos EUA e que o comprador, que se comprometeu a manter a base da Hummer no país, "financiará de forma agressiva futuros programas de produtos" da marca proprietário.


E para a GM, esta venda contínua acelerando sua reinvenção como uma empresa mais reduzida, mais concentrada e com custos mais competitivos", afirmou Troy Clarke, presidente da GM na América do Norte, em comunicado.


Já Yang Yi, executivo-chefe da Tengzhong, disse que "a marca Hummer é sinônimo de aventura, liberdade e euforia". "Planejamos seguir essa tradição ao investir na empresa, o que permitirá a Hummer inovar e crescer em novas formas", comentou.

China quer cooperação com EUA para "restaurar economia mundial"

China e Estados Unidos são dois países com grande influência no mundo e têm a responsabilidade de promover a estabilização da economia mundial, disse o presidente chinês, Hu Jintao, durante a reunião em Pequim com o secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner.

"Devemos trabalhar nos pontos mais importantes nacionais e internacionais e manter a paz e a segurança do mundo", assinalou o líder chinês durante o encontro, do qual também participou o primeiro-ministro, Wen Jiabao.

Sobre o Diálogo Estratégico e Econômico China-EUA que deve acontecer no final de julho em Washington, Hu disse que "se trata de uma importante plataforma para aprofundar no conhecimento, confiança e cooperação bilateral".

O presidente assegurou que a "China quer trabalhar junto aos EUA para desenvolver um diálogo em diferentes níveis e ampliar a troca e cooperação em todos os setores, a fim de promover a relação entre os dois países nesta nova era de avanços".

Este mecanismo foi estipulado durante a reunião entre os presidentes Hu Jintao e Barack Obama em abril, e será presidido pelo conselheiro de Estado chinês Dai Bingguo e a secretária de Estado americana, Hillary Clinton.

"Desejamos que as duas partes cooperem estreitamente para que o diálogo seja um êxito, e de agora em diante melhoraremos este sistema para contribuir com o desenvolvimento de nossas relações", destacou o líder chinês.

Geithner agradeceu a Hu pelos "esforços do governo chinês e do presidente Obama para estreitar as relações, e veremos rápidas mostras de estabilização e recuperação da economia global".

China perde posto de custo de produção mais barato do mundo, diz pesquisa

A China perdeu para Índia e México o posto de país mais barato do mundo para a produção de componentes industriais, revela um estudo elaborado pela empresa de consultoria AlixPartners.

A pesquisa representa um novo golpe ao gigante asiático que luta contra a crise financeira internacional.

Ao mesmo tempo, os Estados Unidos reduziram consideravelmente a diferença e agora o custo de produção na China é apenas 6% inferior aos custos das fábricas americanas, segundo o estudo.
"Ficaram para trás os dias em que as companhias podiam economizar até 30% ou mais produzindo sem valor agregado, transferindo suas produções para a China en particular", afirma Stephen Maurer, diretor da consultoria.

O estudo compila um índice de custos de produção analisando uma cesta de componentes manufaturados e montados, desde pequenos motores até moldes.

A empresa compara custos de produção na China, Índia, Brasil e México em comparação com os Estados Unidos, verificando fatores por um período de até três anos como o custo trabalhista, taxa de câmbio, transporte e custo de materiais.

O índice destaca um aumento nos custos nos últimos seis meses que abalaram a posição da China no ranking.

A consultoria prevê que os custos na China devem melhorar no segundo semestre de 2009, levando em consideração os preços do petróleo cada vez mais moderados, o que reduzirá os custos do transporte marítimo. No entanto, considera pouco provável que China recupere terreno ainda neste ano frente a Índia e México.

Ao mesmo tempo, as empresas americanas são cada vez mais competitivas, mas seus custos continuam sendo maiores que os da maioria dos países estudados.

Exportações da China caem 26,4% em Maio

A queda das exportações, principal consequência da crise na China, continuou em maio pelo sétimo mês consecutivo e foi de 26,4%, 3,2 pontos a mais que em abril, informou nesta quinta-feira a Administração Geral de Alfândegas da China, através da agência Xinhua.
As vendas ao exterior, motor da economia chinesa, foram no quinto mês do ano de US$ 88,758 bilhões, número inferior aos US$ 91,94 bilhões registrados em abril, destacou o órgão do governo, em comunicado.

Já as importações caíram 25,2% no período, para US$ 75,36 bilhões.
Os dois números juntos representam uma queda de 25,9% no comércio exterior da China, para US$ 164,13 bilhões.

Os números acumuladas dos primeiros meses deste ano indicam uma queda de 21,8% nas exportações e de 28% nas importações.

Na segunda-feira (8) o governo chinês anunciou uma redução de impostos sobre mais de 600 produtos para exportação, para ajudar suas empresas. Desde o dia 1º deste mês, produtos como sapatos, brinquedos e móveis ganharão isenções fiscais entre 5% e 17%, anunciou o Ministério das Finanças em um comunicado.

Alguns, como máquinas de costura e aparelhos de ar condicionado, foram contemplados com a redução máxima, de 17%. Outros, como brinquedos, móveis e sucos, tiveram redução de 15%, segundo o texto, que não informa quais eram as taxas originais.
O sistema permitirá às empresas recuperar uma parte ou a totalidade do imposto cobrado sobre valor agregado, que pode chegar a 17% na China.

No mês passado foram anunciadas novas medidas de apoio ao setor exportador; em reunião presidida pelo primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, o governo fixou para 2009 uma meta de US$ 84 bilhões de garantias em créditos para as exportações e de US$ 10 bilhões para créditos à exportação.