sexta-feira, 5 de junho de 2009

A história de Benjamin Graham, mentor de Buffett


Vamos atrás de Benjamin Graham, o guru do sábio de Omaha.
Aos que não conhecem, ou ficaram decepcionados por não se tratar do próprio Buffett, vale uma breve introdução. Graham é conhecido como o pai do Value Investing, grosso modo, o investimento em valor, a partir de fundamentos. Nascido em 1894, em Londres, mudou ainda criança para Nova York. Sua família montou um negócio para tratar de trâmites de importação, que não conseguiu ser bem sucedido após a morte de seu pai.
Em 1907, as economias da família já haviam se esgotado com o período de crise econômica. Graham resolveu estudar economia, ingressando na Universidade de Columbia. Por lá, se destacou entre os estudantes, recebendo convite para lecionar após sua graduação. Mas Graham preferiu Wall Street.
Aí surge sua parceria com Jerome Newman, um operador que também advinha de Columbia. Com a Grande Depressão de 1929, seus negócios foram devastados. Conseguiu sobreviver com a ajuda de amigos, mas se desfez de toda sua base de ativos.
Invista em valor
Mas a crise trouxe importantes lições a Graham, de como comprar ações com desconto sobre o valor real da empresa. A partir da ideia, surgiu o conceito de "valor intrínseco", que nada mais é que o verdadeiro valor da empresa, considerando fatores tangíveis e intangíveis.
Baseado nestas idéias, Graham conseguiu um retorno anual próximo de US$ 500 mil na época, com apenas 25 anos. Com "Security Analysis*", diferenciou os conceitos de investimento e especulação.
Investimento X Especulação
"Uma operação de investimento é quando, através de análise criteriosa, promete assegurar um retorno principal e adequado. Operações que não satisfazem estes requerimentos são especulativas".
"Security Analysis" logo foi considerada uma das principais obras sobre investimentos da época. Ainda assim, seu livro mais famoso viria depois, em 1949, com "The Intelligent Investor**". "O melhor livro sobre investimentos já escrito", nas palavras de Buffett.
Investidor inteligente
Ainda sob o conceito de valor intrínseco, Graham introduziu a ideia de margem de segurança, que nos projeta ao atual upside, ou potencial de valorização. Para Graham, simboliza apenas a diferença entre o preço da ação e o valor intrínseco da companhia.
Pelas aplicações bem sucedidas de Graham, o "value investing" passou a ser seguido por diversos investidores. Graham também defendia uma visão de longo prazo, apostando nos fundamentos de sua análise:
"O acionista não deve se preocupar com flutuações de preço, visto que o mercado se comporta como uma máquina de votos no curto prazo, mas no longo prazo, age como uma balança"; no longo prazo, os fundamentos prevalecem.
Contato com Buffett
A história de Graham com Buffett não fica nos livros, nos ensinamentos. Buffett foi aluno de Graham em Columbia. Muitos dizem que Buffett foi o único aluno que conseguiu tirar um A+ de Graham. Buffett passou a assumir por completo a estratégia do professor. Esforçou-se muito para trabalhar na firma de Graham, que cedeu à sua persistência.
O filho mais velho de Buffett, Howard Graham Buffett, carrega o pai do Value Investing em seu nome. Hoje em dia, as frases e decisões de Buffett são um pouquinho da experiência que adquiriu com Graham, a quem se referia como "a segunda pessoa mais influente de minha vida, após meu pai".

Uma saga familiar chega ao fim - Após 65 anos à frente da Sadia, a família Fontana se torna coadjuvante na gigante Brasil Foods

Uma série de coincidências marca a trajetória das empresas Sadia, Perdigão, Seara e Chapecó Alimentos. As quatro nasceram como criadoras de porcos, foram fundadas mais ou menos na mesma época (entre as décadas de 30 e 50 do século passado) e na mesma região, o oeste de Santa Catarina. Todas se transformaram em gigantes do setor brasileiro de alimentos. Décadas depois, correndo o risco de quebrar, todas as empresas acabaram sendo vendidas por suas famílias fundadoras. Primeiro foram os Paludo, que, nos anos 80, venderam a Seara para a então processadora de soja Ceval (hoje, a Seara pertence à americana Cargill). Em seguida, os Brandalise venderam a Perdigão para oito fundos de pensão. No final da década de 90, a família De Nês vendeu a Chapecó para o grupo argentino Macri (em 2005, a Justiça decretou a falência do frigorífico). E, por fim, chegou a vez dos clãs Furlan e Fontana. Depois de 65 anos à frente da Sadia, as famílias passaram a ocupar uma posição secundária na gestão da Brasil Foods (BRF), empresa resultante da fusão entre a Sadia e a Perdigão. "Sentíamos orgulho de ser a última das quatro famílias a manter o controle do negócio. Fiquei triste quando vi que a estrutura da BRF teria apenas 32% de participação da Sadia. Meu avô não gostaria de ver isso", diz Yara Fontana, herdeira da terceira geração da Sadia.

A epopeia familiar da Sadia teve início com o gaúcho Attilio Francisco Xavier Fontana, fundador da companhia. Filho de colonos italianos, Fontana começou a empreender por volta dos 20 anos de idade. Em pouco tempo, já comandava um pequeno armazém e transportava porcos vivos de Santa Catarina para São Paulo. Na década de 40, comprou o frigorífico que daria origem à Sadia e passou a vender produtos industrializados. O primeiro grande salto no crescimento da empresa se deu nos anos 50. Fontana criou uma estratégia para levar alimentos perecíveis até São Paulo em uma época em que ainda não existiam caminhões refrigerados. A solução envolvia o uso de um avião da Panair do Brasil. A experiência aérea levou seu filho Omar a criar a Sadia Transportes Aéreos, embrião da Transbrasil. O fundador teve ainda uma destacada carreira política. Foi deputado federal e vice-governador de Santa Catarina. Quando Attilio Fontana morreu, em 1989, a Sadia já ultrapassava 1 bilhão de dólares em faturamento, havia diversificado seu portfólio de marcas, produzindo artigos com margens de lucro maiores, e tinha se tornado uma das principais exportadoras brasileiras.

Dezenas de parentes seguiram Fontana e contribuíram para o crescimento da Sadia - o empresário teve oito filhos. Hoje, há mais de 100 acionistas entre os membros da família, sendo que seis grandes ramos participam ativamente da gestão. Entre todas essas pessoas, porém, duas se destacaram tanto na expansão da empresa quanto nesta última e derradeira fase: Walter Fontana Filho e Luiz Fernando Furlan, ambos netos de Attilio Fontana. A Walter Fontana Filho, que abriu a primeira fábrica do grupo no exterior, coube o papel (imerecido, segundo ele próprio) de vilão da história. Em sua gestão, ocorreram dois episódios trágicos. O primeiro foi a desastrada tentativa de aquisição da Perdigão por meio de uma oferta hostil. Feita sem o planejamento adequado, a investida foi prontamente rejeitada, gerando frustração e ressentimento. O segundo e fatídico episódio foi o das perdas com derivativos. Ao jogar seu destino na roleta do mercado de câmbio, a empresa registrou o primeiro prejuízo anual de sua história: 2,5 bilhões de reais. Foi exatamente esse rombo que colocou uma empresa operacionalmente saudável à beira da insolvência e motivou as conversas com a Perdigão. Diante de tal estrago, Fontana Filho viu-se forçado a deixar a presidência do conselho da Sadia. "Meus amigos e minha família sabem que também fui vítima", disse Walter Fontana Filho a EXAME. Após perder 6 quilos e ter tido dificuldade para dormir, Fontana Filho sofreu recentemente mais um revés. Há cerca de um mês, durante uma reunião com os acionistas controladores, ele tentou voltar para o conselho da Sadia. Uma facção da família manifestou-se contrária à ideia. Hoje, ele passa boa parte de seu tempo no escritório que montou em São Paulo.

O segundo herdeiro de Attilio com papel decisivo na história da Sadia é Luiz Fernando Furlan. No período em que ele esteve à frente do conselho, a empresa entrou em novas categorias de produtos, como sobremesas e pizzas, e passou a ter suas ações negociadas em Nova York. Depois de uma bem-sucedida passagem pelo Ministério do Desenvolvimento no primeiro governo do presidente Lula, foi chamado às pressas para tentar salvar a empresa das aventuras especulativas com o dólar. Com carta branca dos membros da família, ele ainda tentou outras soluções antes de fechar com a rival Perdigão (veja reportagem na pág. 18). Sua atuação foi decisiva no acordo que originou a BRF. Um exemplo foi a rapidez na hora de resolver o destino do banco e da corretora Concórdia, dois ativos da Sadia que estavam travando as negociações. Foi Furlan quem levou a proposta de venda das duas instituições para a família controladora. Por essa proposta, o clã teria seu número de ações na BRF reduzido. Depois de alguns telefonemas, Furlan conseguiu que a ideia fosse aceita. "Não podíamos deixar que essa questão impedisse um negócio que faz todo o sentido", diz Eduardo Fontana d’Ávila, conselheiro da Sadia e membro da terceira geração. "Como não dava para voltar atrás no episódio dos derivativos, fizemos do limão uma limonada."

O fim da Sadia como empresa independente ganha contornos ainda mais dramáticos se contrastado com seu inegável histórico de sucesso. Com 12 bilhões de reais em faturamento, a companhia é hoje líder nos principais segmentos em que atua. Em um ranking elaborado pela consultoria inglesa Interbrand, a marca Sadia já foi eleita por quatro vezes a mais valiosa do Brasil no setor de alimentos e, como gosta de contar o próprio Furlan, é reconhecida nos lugares mais improváveis. "Estava no aeroporto de Singapura quando um dos passageiros olhou meu pin na lapela com a nossa marca, o S de Sadia, e veio falar comigo: ‘Sá-dia. Sá-dia’ ", diz Furlan. Além de Singapura, a empresa exporta para mais de 100 países. Pouco tempo antes da implosão causada pelos derivativos, o clima de prosperidade era tamanho que quatro consultorias trabalhavam ao mesmo tempo a fim de prepará-la para uma nova fase de expansão. Um dos planos era construir uma fábrica em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes. O outro era abrir o capital da operação da empresa na região.

Apesar de ter planos ousados, as famílias controladoras sempre foram um limitador para a expansão da Sadia. Para não diluir sua participação, a empresa não fez emissões de ações nos últimos dez anos - uma das principais formas de financiar o crescimento das companhias. Já a Perdigão, de capital pulverizado, lançou mão dessa estratégia duas vezes nesse período, inclusive para comprar a empresa de laticínios Eleva, em 2007. O reflexo dessa situação pode ser visto na evolução do valor de mercado das duas concorrentes (veja quadro na pág. 22). Enquanto o valor da Perdigão na bolsa aumentou 132 vezes nos últimos 20 anos, o da Sadia cresceu apenas seis vezes. Com uma valorização tão modesta de seu patrimônio e com a dívida gigantesca da empresa, a participação das famílias Fontana e Furlan na gigante BRF acabou limitada a aproximadamente 12% do capital. E se os herdeiros não participarem da operação de emissão de ações, que está programada para julho, esse percentual deve cair ainda mais, para cerca de 10%. Estima-se que os fundos de pensão que controlam a Perdigão deverão manter seus atuais 27%. Diante desse cenário, a ingerência dos Fontana e dos Furlan na gestão da BRF ficará limitada ao direito de falar. Se serão ouvidos ou não é uma questão que só o tempo (e os fundos de pensão) poderá responder.

A epopeia familiar da Sadia teve início com o gaúcho Attilio Francisco Xavier Fontana, fundador da companhia. Filho de colonos italianos, Fontana começou a empreender por volta dos 20 anos de idade. Em pouco tempo, já comandava um pequeno armazém e transportava porcos vivos de Santa Catarina para São Paulo. Na década de 40, comprou o frigorífico que daria origem à Sadia e passou a vender produtos industrializados. O primeiro grande salto no crescimento da empresa se deu nos anos 50. Fontana criou uma estratégia para levar alimentos perecíveis até São Paulo em uma época em que ainda não existiam caminhões refrigerados. A solução envolvia o uso de um avião da Panair do Brasil. A experiência aérea levou seu filho Omar a criar a Sadia Transportes Aéreos, embrião da Transbrasil. O fundador teve ainda uma destacada carreira política. Foi deputado federal e vice-governador de Santa Catarina. Quando Attilio Fontana morreu, em 1989, a Sadia já ultrapassava 1 bilhão de dólares em faturamento, havia diversificado seu portfólio de marcas, produzindo artigos com margens de lucro maiores, e tinha se tornado uma das principais exportadoras brasileiras.

Dezenas de parentes seguiram Fontana e contribuíram para o crescimento da Sadia - o empresário teve oito filhos. Hoje, há mais de 100 acionistas entre os membros da família, sendo que seis grandes ramos participam ativamente da gestão. Entre todas essas pessoas, porém, duas se destacaram tanto na expansão da empresa quanto nesta última e derradeira fase: Walter Fontana Filho e Luiz Fernando Furlan, ambos netos de Attilio Fontana. A Walter Fontana Filho, que abriu a primeira fábrica do grupo no exterior, coube o papel (imerecido, segundo ele próprio) de vilão da história. Em sua gestão, ocorreram dois episódios trágicos. O primeiro foi a desastrada tentativa de aquisição da Perdigão por meio de uma oferta hostil. Feita sem o planejamento adequado, a investida foi prontamente rejeitada, gerando frustração e ressentimento. O segundo e fatídico episódio foi o das perdas com derivativos. Ao jogar seu destino na roleta do mercado de câmbio, a empresa registrou o primeiro prejuízo anual de sua história: 2,5 bilhões de reais. Foi exatamente esse rombo que colocou uma empresa operacionalmente saudável à beira da insolvência e motivou as conversas com a Perdigão. Diante de tal estrago, Fontana Filho viu-se forçado a deixar a presidência do conselho da Sadia. "Meus amigos e minha família sabem que também fui vítima", disse Walter Fontana Filho a EXAME. Após perder 6 quilos e ter tido dificuldade para dormir, Fontana Filho sofreu recentemente mais um revés. Há cerca de um mês, durante uma reunião com os acionistas controladores, ele tentou voltar para o conselho da Sadia. Uma facção da família manifestou-se contrária à ideia. Hoje, ele passa boa parte de seu tempo no escritório que montou em São Paulo.

Bradesco adquire Controle Societário do Banco IBI e firma parceria com a C&A



O Banco Bradesco S.A. (Bradesco) comunica aos seus acionistas, clientes, colaboradores e ao mercado em geral que celebrou, nesta data, com os controladores do Banco ibi S.A. - Banco Múltiplo (Banco ibi), "Instrumento Particular de Compromisso de Incorporação de Ações e Outras Avenças", objetivando à aquisição da totalidade de seu capital social.


Paralelamente, é parte do negócio a celebração de Contrato de Parceria com a C&A Modas Ltda. (C&A) pelo prazo de vinte anos para, em conjunto, comercializar, com exclusividade, produtos e serviços financeiros por meio da rede de lojas C&A.


A transação envolve a transferência, para o Bradesco, de 100% das ações do Banco ibi, da ibi Corretora de Seguros Ltda., ibi Promotora de Vendas Ltda. e ibi Participações Ltda. (em conjunto, as Empresas ibi).


O valor da operação, em torno de R$1,4 bilhão, será ajustado e pago mediante a entrega, aos acionistas do Banco ibi, de ações de emissão do Bradesco representando, nesta data, aproximadamente 1,6% do seu capital social, convertendo as Empresas ibi em subsidiárias integrais do Bradesco, nos termos do Artigo 252 da Lei no 6.404/76.


A transação inclui o direito de uso da marca ibi no Brasil por prazo indeterminado e permitirá ao Bradesco ampliar e fortalecer suas operações envolvendo produtos e serviços financeiros, especialmente cartões de crédito. O Bradesco é um dos maiores emissores de cartões do País e já possui longa experiência em acordos com varejistas e, com essa operação, pretende também incrementar o relacionamento com clientes em um segmento caracterizado por elevadas taxas de crescimento.


Atuando no mercado há mais de 8 anos, o Banco ibi é um importante emissor de cartões de crédito, com destacada posição no segmento Private Label.
A C&A é uma das líderes mundiais no mercado de moda no varejo, com forte presença no território nacional.


A parceria assegurará aos clientes do Banco ibi e da C&A a continuidade da prestação dos serviços atualmente oferecidos e terá por objetivo aumentar a eficiência e os benefícios dos referidos serviços para tais clientes.

Vendas de veículos novos no Brasil sobem 5,4% em maio ante abril

As vendas de veículos novos no Brasil em maio voltaram a crescer na comparação mensal depois de terem recuado em abril, pressionadas por antecipação de compras gerada pelo fim da primeira redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Segundo dados da associação de montadoras do país, Anfavea, as vendas de veículos novos cresceram 5,4% sobre abril, para 247 mil unidades. Na comparação com um ano antes, houve crescimento 2,1%.

O aumento das vendas um mês antes do fim da prorrogação do IPI menor foi acompanhado também por aumento de produção em 6,7% sobre abril, para 270,2 mil unidades. Em relação a maio de 2008, no entanto, a produção recuou 7,7%.

Nos cinco primeiros meses do ano foram vendidos 1,15 milhão de veículos novos, 0,1% abaixo do comercializado no mesmo período do ano passado, informou a Anfavea. A produção acumulada soma 1,19 milhão de unidades, 14,2% menos que em maio de 2008.

O setor fechou maio com 120.378 postos de trabalho ocupados, uma queda de 0,3% sobre abril e de 4,9% sobre o ano passado.
Já as exportações da indústria cresceram 15,3% sobre abril, mas desabaram 33,7% ante maio de 2008, para 40.380 unidades. Em valores, as vendas externas em maio somaram US$ 505,7 milhões, uma alta de 1,7% sobre abril

Nos cinco primeiros meses de 2009, foram exportadas 162.447 unidades, uma retração de 47,4% perante igual intervalo do ano passado. O faturamento do período ficou em US$ 2,76 bilhões, com retração de 50,8%.

Flex
As vendas de automóveis e veículos comerciais leves modelo bicombustível (flex fuel) somaram 210.485 unidades em maio, com uma participação de 88,7%. O resultado indica um avanço em relação ao desempenho de abril, quando a participação era de 88,2%, com 197.981 unidades.
No acumulado dos cinco primeiros meses de 2009, foram vendidos 970.786 veículos flex fuel, o equivalente a 88% das vendas de automóveis e veículos comerciais leves no período.

Licenciamentos
Foram licenciados no país em maio 246.978 veículos, alta de 5,4% em comparação com as vendas de um mês antes (234.390 unidades), informou a Anfavea.
O volume refere-se aos automóveis novos nacionais e importados com base nos dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).
Levando em conta o confronto com maio de 2008, quando foram emplacados 242.010 veículos, foi verificado crescimento de 2,1%.
De janeiro a maio, foi registrado o licenciamento de 1,15 milhão de unidades, estável em relação a igual período do ano passado.

Ranking
A montadora líder em vendas de automóveis e comerciais leves seguiu sendo a Fiat, que comercializou 60.619 unidades em maio, alta de 4,1% contra as 58.226 em abril.
Em seguida, ficou a Volkswagen, com 55.779 unidades vendidas, alta de 5,6% sobre maio. A General Motors vendeu 47.881 unidades em maio, avanço de 17,9% ante o mês anterior. Já a Ford comercializou 22.504 unidades, queda mensal de 6,7%.

Máquinas agrícolas
A produção de máquinas agrícolas automotrizes foi de 4.457 unidades em maio, com baixa de 14,5% em relação às 5.214 unidades do mês antecedente. Ante as 6.474 unidades fabricadas em maio de 2008, a produção de máquinas agrícolas verificou queda de 31,2%.
No acumulado do ano, o resultado também foi de redução na produção. Foram fabricadas 24.352 máquinas agrícolas, 25,2% a menos do que nos cinco primeiros meses de 2008 (32.549 unidades).

quarta-feira, 3 de junho de 2009

As lições de Warren Buffett, o oráculo de Omaha


As lições e o jeito simples tornam Buffett um ícone dos mercados. Aos 78 anos, o "oráculo de Omaha" fala e os mercados escutam. Qualquer decisão por ele anunciada, por si só, já parece garantir o retorno para a Berkshire Hathaway. Buffett fala, os mercados assumem.
Mais do que um caso de sucesso, a vida de Buffett é uma lição valiosa. Seus valores, ideias e iniciativas ultrapassam as cifras que conquistou na bolsa. Desta vez, Personagens do Mercado conta uma história de vida.


Os primeiros passos desde criança mostrava extrema habilidade com números. Fazia diversas operações matemáticas de cabeça, o que chama atenção até hoje. Uma das frases mais conhecidas de Buffett já se aplica ao seu primeiro investimento. "A primeira regra é não perder dinheiro. A segunda regra é nunca esquecer a primeira regra".


Conta-se que aos seis anos, Buffett, que era filho de um operador de mercado, comprava garrafas de Coca-Cola na venda de seu avô e as revendia com pequeno ágio. Seu primeiro contato com a bolsa, no entanto, veio através da companhia Cities Service. Aos onze anos, Buffett comprou três ações preferenciais da empresa, por US$ 38 cada.


Seu primeiro investimento em ações, que havia sido realizado em conjunto com sua irmã Doris, parecia ir por água abaixo. Logo após a compra, o valor das ações caiu para US$ 27. Sem esquecer sua primeira lição, Buffett revela a segunda já aos onze anos. Esperou, até vender suas três ações a US$ 40 cada. Paciência é uma virtude também nos investimentos. Ainda assim, Buffett parecia jovem demais para perceber que o papel tinha potencial para chegar a US$ 200, como chegou.


Paciência

O caso da Cities Service foi apenas uma introdução do que seria o perfil de investimento de Warren Buffett: foco voltado ao longo prazo. O próprio Buffett chegou a confirmar que analisou o balanço da Anheuser-Busch por 25 anos antes de comprar a ação da empresa.
No momento em que a comprou, não se importou muito em avaliar o preço que estava pagando, afinal, seus esforços se baseavam de maneira geral na análise do que estava comprando. "Compre uma empresa, não uma ação."


Contato com o Value Investing

Mas Buffett saberia como ninguém adquirir ações também por preços atrativos. Sua maneira de administrar períodos de crise lhe rendeu boa parte de sua fortuna. Voltando à importância de se ter paciência, Buffett chega a esperar anos para comprar uma ação abaixo de seu valor intrínseco.
Esta ideia remete a seu mentor, Benjamin Graham. Voltando à sua história, aos dezessete anos Buffett se formou no ensino fundamental e partiu, por vontade de seu pai, para uma faculdade. Após cursar dois anos na Universidade da Pensilvânia e largar os estudos, tentou ingressar em Harvard. Foi rejeitado, considerado jovem demais. Partiu para a Universidade de Columbia, onde teve contato com Graham.
Apesar de sua vocação natural, os ensinamentos de Benjamin Graham podem ser considerados como ponto crucial para a história de Buffett nos investimentos. Ao conhecer os conceitos do value investing, passou a segui-los à risca. Aos 21 anos, Buffett foi acompanhar Graham também em sua empresa, após muitos esforços para conseguir o tal emprego na Geico, que muito depois viria a ser comprada pela Berkshire Hathaway.


Buffett Associates

Entre as diversas lições deixadas por Buffett, uma vai contra um princípio comum a alguns investidores. Buffett preferia alguma concentração dos investimentos, não optando por uma total diversificação. "Uma diversificação ampla só é requerida quando os investidores não entendem o que estão fazendo".
A partir das próprias experiências e do conhecimento adquirido com Graham, passou a voar sozinho. Em 1956, criou a Buffett Associates, junto com suas irmãs e outros parceiros. A pequena companhia conseguia, em seus primeiros anos, um retorno próximo de 250%, em um intervalo que o índice Dow Jones havia acumulado valorização de 74%.
Buffett se tornou celebridade em sua região. Ainda assim, sempre se negou a oferecer qualquer dica de investimento a seus amigos, quando solicitado. Sempre reconheceu a importância dos ensinamentos do mentor Graham.


Berkshire: de US$ 10 a US$ 92.000

Com 35 anos, Buffett finalmente chegou ao controle da Berkshire Hathaway, uma empresa do ramo têxtil que também vendia seguros. Buffett considerava a administração da companhia muito fraca no momento, e acumulou 49% de suas ações ordinárias para se autodeclarar diretor.
Na ocasião da aquisição, as ações da Berkshire Hathaway valiam menos de US$ 10 cada, isto em 1965. No fechamento da última segunda-feira (18), as mesmas ações valiam US$ 92.000 cada. Hoje, a Berkshire se tornou uma holding que possui participações importantes em companhias como Coca-Cola, Gillette, American Express, Conoco Phillips e, recentemente, bancos como Wells Fargo e Goldman Sachs.
Em 2007, Buffett confirmou em sua carta aos acionistas que o único investimento que a Berkshire vinha mantendo em moeda estrangeira era no real, desde 2002. Naquele ano, a divisa norte-americana se desvalorizou em cerca de 17% ante a brasileira. Os investimentos em reais renderam aproximadamente US$ 2,3 bilhões a Buffett.


O mesmo de 50 anos atrás

Além de sua estratégia de investimentos, Buffett chama atenção por seu estilo de vida. Apesar de bilionário, mantém muitos dos costumes de sua juventude. Ainda mora na cidade de Omaha, na mesma casa adquirida 50 anos atrás, por aproximadamente US$ 31 mil. Aos 78 anos, afirma que deixará de herança a seus filhos o necessário para que façam o que quiserem, mas façam alguma coisa. Buffett se comprometeu, em 2006, a doar aproximadamente 85% de sua fortuna para a Fundação de Bill Gates, o que representa o maior ato filantrópico da história.
As histórias de Buffett fazem um mercado sofisticado para muitos parecer simples. Entre tantas estratégias, a visão do oráculo de Omaha lembra do conceito clássico de investimento, de buscar valor, de focar o longo prazo.
Os números falam por si. Em 2008, Buffett perdeu aproximadamente US$ 25 bilhões com a crise internacional. Sem este dinheiro, ainda é considerado o segundo homem mais rico do mundo e o investidor mais bem sucedido de todos, com uma fortuna estimada em US$ 37 bilhões [dados de 2009 da Forbes].

China vai perder força e afetar Brasil


A alta dos preços das commodities é uma bolha e as exportações brasileiras vão sofrer quando a economia da China voltar a desacelerar. A previsão é de Roberto Dumas, representante-chefe do Itaú BBA em Xangai e professor da China Europe Internacional Business School. Desde o início do ano, o índice de commodities CRB da Reuters subiu 13%.Em uma palestra ontem para uma plateia de executivos reunidos pela Hampton Sofise, Dumas disse que a demanda por commodities não vai se manter, porque a recuperação da China é temporária. Ele acredita que o estímulo fiscal do governo chinês incrementou a demanda no curto prazo, mas vai gerar super-produção."Está contra a lógica. O mundo quer consumir menos, mas a China quer sair da crise produzindo mais", disse Dumas. Com um pacote fiscal de US$ 586 bilhões e empréstimos bancários de US$ 668 bilhões no primeiro trimestre (mais do que em todo o ano de 2008), os chineses estão investindo em infraestrutura e incentivando a indústria pesada (como as siderúrgicas) a seguir a todo vapor.O problema, segundo Dumas, é que esse tipo de investimento não gera tanto emprego quanto gasta. Para que a recuperação fosse sustentável, a China deveria reestruturar sua economia, reduzindo peso das exportações e aumentando o do consumo. "O crescimento chinês do pós-crise vai deteriorar ainda mais o equilíbrio da economia local", disse.Para o representante do Itaú BBA no país, o consumo chinês está crescendo, só que mais devagar do que a produção industrial, que avançou 8,3% em março e 3,8% no primeiro trimestre. Ele afirma que a deflação é uma prova disso. O índice de preços ao consumidor na China caiu 1,5% em abril, 1,2% em março e 1,6% em fevereiro. "O pacote atual é similar ao que foi feito em 1997 e 1998, quando a China enfrentou as crises da Ásia e da Rússia. A questão é que agora os Estados Unidos não estão crescendo. Para quem a China vai vender toda essa capacidade de produção que está construindo?", questionou o especialista. Na China, a participação do consumo no Produto Interno Bruto (PIB) cedeu de 49% em 1990 para 35% em 2007. Em compensação, a fatia do investimento no PIB subiu de 36% para 44% no período. De acordo com Dumas, o consumo perdeu fôlego por conta da redução dos salários, da queda nas transferência do governo e dos menores ganhos de capital. "Não é possível reverter esse processo de um dia para o outro", disse.

Monitoramento de Indicadores Técnicos - TD Lite


Você já conhece a mais nova funcionalidade que está disponível no TD Lite?


Através de um exclusivo sistema de monitoramento de indicadores da Traderdata, o sr(a). pode configurar diversas fórmulas, para que o software possa lhe avisar exatamente o ponto de entrada ou saída, de acordo com o seu sistema de negociação.


O monitoramento é feito em tempo real, isso significa que a cada segundo, conforme as negociações vão ocorrendo na Bovespa, o sistema vai efetuando os cálculos para ter certeza de que caso a condição seja atendida, você seja avisado imediatamente. Evitando assim que você perca oportunidades de entrada e saída.


Para visualizar um vídeo de como funciona o sistema de monitoramento, clique aqui.
Neste momento o sistema de monitoramento está sendo disponibilizado gratuitamente para todos os usuários do TDLite. Caso o sr(a) já seja nosso cliente, basta realizar o update do software para que esta funcionalidade seja liberada.*


Para mais informações sobre os produtos, preços e formas de pagamento estamos a disposição nos canais abaixo.



TraderData

Tel. (21) 2224-5095Chat.


comercial@traderdata.com.br
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